terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PORTARIA Nº 2048, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2002

O Ministro de Estado da Saúde, no uso de suas atribuições legais,

DEFINIÇÃO DOS VEÍCULOS DE ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR MÓVEL

AMBULÂNCIAS


Define-se ambulância como um veículo (terrestre, aéreo ou aquaviário) que se destine exclusivamente ao transporte de enfermos.
As dimensões e outras especificações do veículo terrestre deverão obedecer às normas da ABNT – NBR 14561/2000, de julho de 2000.
As Ambulâncias são classificadas em:
TIPO A – Ambulância de Transporte: veículo destinado ao transporte em decúbito horizontal de pacientes que não apresentam risco de vida, para remoções simples e de caráter eletivo.
TIPO B – Ambulância de Suporte Básico: veículo destinado ao transporte interhospitalar de pacientes com risco de vida conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de pacientes com risco de vida desconhecido, não classificado com potencial de necessitar de intervenção médica no local e/ou durante transporte até o serviço de destino.
TIPO C - Ambulância de Resgate: veículo de atendimento de urgências pré- hospitalares de pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com equipamentos de salvamento (terrestre, aquático e em alturas).
TIPO D – Ambulância de Suporte Avançado: veículo destinado ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergências pré-hospitalares e/ou de transporte inter-hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos médicos necessários para esta função.
TIPO E – Aeronave de Transporte Médico: aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte inter-hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil - DAC.
TIPO F – Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes conforme sua gravidade.

VEÍCULOS DE INTERVENÇÃO RÁPIDA
Este veículos, também chamados de veículos leves, veículos rápidos ou veículos de ligação médica são utilizados para transporte de médicos com equipamentos que possibilitam oferecer suporte avançado de vida nas ambulâncias do Tipo A, B, C e F.
 - OUTROS VEÍCULOS:
Veículos habituais adaptados para transporte de pacientes de baixo risco, sentados (ex. pacientes crônicos) que não se caracterizem como veículos tipo lotação (ônibus, peruas, etc.). Este transporte só pode ser realizado com anuência médica.
 – DEFINIÇÃO DOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS DAS AMBULÂNCIAS
As ambulâncias deverão dispor, no mínimo, dos seguintes materiais e equipamentos ou similares com eficácia equivalente:
- Ambulância de Transporte (Tipo A):
Sinalizador óptico e acústico; equipamento de rádio-comunicação em contato permanente com a central reguladora; maca com rodas; suporte para soro e oxigênio medicinal.
Ambulância de Suporte Básico (Tipo B): 
Sinalizador óptico e acústico; equipamento de rádio-comunicação fixo e móvel; maca articulada e com rodas; suporte para soro; instalação de rede de oxigênio com cilindro, válvula, manômetro em local de fácil visualização e régua com dupla saída; oxigênio com régua tripla (a- alimentação do respirador; b- fluxômetro e umidificador de oxigênio e c - aspirador tipo Venturi); manômetro e fluxômetro com máscara e chicote para oxigenação; cilindro de oxigênio portátil com válvula; maleta de urgência contendo: estetoscópio adulto e infantil, ressuscitador manual adulto/infantil, cânulas orofaríngeas de tamanhos variados, luvas descartáveis, tesoura reta com ponta romba, esparadrapo, esfigmomanômetro adulto/infantil, ataduras de 15 cm, compressas cirúrgicas estéreis, pacotes de gaze estéril, protetores para queimados ou eviscerados, cateteres para oxigenação e aspiração de vários tamanhos; maleta de parto contendo: luvas cirúrgicas, clamps umbilicais, estilete estéril para corte do cordão, saco plástico para placenta, cobertor, compressas cirúrgicas e gazes estéreis, braceletes de identificação; suporte para soro; prancha curta e longa para imobilização de coluna; talas para imobilização de membros e conjunto de colares cervicais; colete imobilizador dorsal; frascos de soro fisiológico e ringer lactato; bandagens triangulares; cobertores; coletes refletivos para a tripulação; lanterna de mão; óculos, máscaras e aventais de proteção e maletas com medicações a serem definidas em protocolos, pelos serviços. As ambulâncias de suporte básico que realizam também ações de salvamento deverão conter o material mínimo para salvamento terrestre, aquático e em alturas, maleta de ferramentas e extintor de pó químico seco de 0,8 Kg, fitas e cones sinalizadores para isolamento de áreas, devendo contar, ainda com compartimento isolado para a sua guarda, garantindo um salão de atendimento às vítimas de, no mínimo, 8 metros cúbicos.
 – Ambulância de Resgate (Tipo C):
Sinalizador óptico e acústico; equipamento de rádio-comunicação fixo e móvel; prancha curta e longa para imobilização de coluna; talas para imobilização de membros e conjunto de colares cervicais; colete imobilizador dorsal; frascos de soro fisiológico; bandagens triangulares; cobertores; coletes refletivos para a tripulação; lanterna de mão; óculos, máscaras e aventais de proteção; material mínimo para salvamento terrestre, aquático e em alturas; maleta de ferramentas e extintor de pó químico seco de 0,8 Kg; fitas e cones sinalizadores para isolamento de áreas.
Quando realizarem também o suporte básico de vida, as ambulâncias de resgate deverão ter uma configuração que garanta um salão de atendimento às vítimas de, no mínimo 8 metros cúbicos, além de compartimento isolado para a guarda de equipamentos de salvamento e deverão estar equipadas com: maca articulada e com rodas; instalação de rede de oxigênio com cilindro, válvula, manômetro em local de fácil visualização e régua com dupla saída; oxigênio com régua tripla (a - alimentação do respirador; b - fluxômetro e umidificador de oxigênio e c - aspirador tipo Venturi); manômetro e fluxômetro com máscara e chicote para oxigenação; cilindro de oxigênio portátil com válvula; maleta de emergência contendo: estetoscópio adulto e infantil; ressuscitador manual adulto/infantil, luvas descartáveis; cânulas orofaríngeas de tamanhos variados; tesoura reta com ponta romba; esparadrapo; esfigmomanômetro adulto/infantil; ataduras de 15 cm; compressas cirúrgicas estéreis; pacotes de gaze estéril; protetores para queimados ou eviscerados; cateteres para oxigenação e aspiração de vários tamanhos; maleta de parto contendo: luvas cirúrgicas; clamps umbilicais; estilete estéril para corte do cordão; saco plástico para placenta; cobertor; compressas cirúrgicas e gazes estéreis; braceletes de identificação;
- Ambulância de Suporte Avançado (Tipo D):
Sinalizador óptico e acústico; equipamento de rádio-comunicação fixo e móvel; maca com rodas e articulada; dois suportes de soro; cadeira de rodas dobrável; instalação de rede portátil de oxigênio como descrito no item anterior (é obrigatório que a quantidade de oxigênio permita ventilação mecânica por no mínimo duas horas); respirador mecânico de transporte; oxímetro não-invasivo portátil; monitor cardioversor com bateria e instalação elétrica disponível (em caso de frota deverá haver disponibilidade de um monitor cardioversor com marca-passo externo não-invasivo); bomba de infusão com bateria e equipo; maleta de vias aéreas contendo: máscaras laríngeas e cânulas endotraqueais de vários tamanhos; cateteres de aspiração; adaptadores para cânulas; cateteres nasais; seringa de 20ml; ressuscitador manual adulto/infantil com reservatório; sondas para aspiração traqueal de vários tamanhos; luvas de procedimentos; máscara para ressuscitador adulto/infantil; lidocaína geléia e “spray”; cadarços para fixação de cânula; laringoscópio infantil/adulto com conjunto de lâminas; estetoscópio; esfigmomanômetro adulto/infantil; cânulas orofaríngeas adulto/infantil; fios-guia para intubação; pinça de Magyll; bisturi descartável; cânulas para traqueostomia; material para cricotiroidostomia; conjunto de drenagem torácica; maleta de acesso venoso contendo: tala para fixação de braço; luvas estéreis; recipiente de algodão com anti-séptico; pacotes de gaze estéril; esparadrapo; material para punção de vários tamanhos incluindo agulhas metálicas, plásticas e agulhas especiais para punção óssea; garrote; equipos de macro e microgotas; cateteres específicos para dissecção de veias, tamanho adulto/infantil; tesoura, pinça de Kocher; cortadores de soro; lâminas de bisturi; seringas de vários tamanhos; torneiras de 3 vias; equipo de infusão de 3 vias; frascos de soro fisiológico, ringer lactato e soro glicosado; caixa completa de pequena cirurgia; maleta de parto como descrito nos itens anteriores; sondas vesicais; coletores de urina; protetores para eviscerados ou queimados; espátulas de madeira; sondas nasogástricas ; eletrodos descartáveis; equipos para drogas fotossensíveis; equipo para bombas de infusão; circuito de respirador estéril de reserva; equipamentos de proteção à equipe de atendimento: óculos, máscaras e aventais; cobertor ou filme metálico para conservação do calor do corpo; campo cirúrgico fenestrado; almotolias com anti-séptico; conjunto de colares cervicais; prancha longa para imobilização da coluna. Para o atendimento a neonatos deverá haver pelo menos uma Incubadora de transporte de recém-nascido com bateria e ligação à tomada do veículo (12 volts). A incubadora deve estar apoiada sobre carros com rodas devidamente fixadas quando dentro da ambulância e conter respirador e equipamentos adequados para recém natos.
- Aeronave de Transporte Médico (Tipo E):
1 - Aeronaves de Asas Rotativas (Helicópteros) para atendimento pré-hospitalar móvel primário:
- Conjunto aeromédico (homologado pelo Departamento de Aviação Civil – DAC): maca ou incubadora; cilindro de ar comprimido e oxigênio com autonomia de pelo menos 2 horas; régua tripla para transporte; suporte para fixação de equipamentos médicos;
- Equipamentos médicos fixos: respirador mecânico; monitor cardioversor com bateria; oxímetro portátil; bomba de infusão; prancha longa para imobilização de coluna;
- Equipamentos médicos móveis: maleta de vias aéreas contendo: conjunto de cânulas orofaríngeas; cânulas endotraqueais de vários tamanhos; cateteres de aspiração; adaptadores para cânulas; cateteres nasais; seringa de 20 ml; ressuscitador manual adulto/infantil completo; sondas para aspiração traqueal de vários tamanhos; luvas de procedimentos; lidocaína geléia e spray; cadarços para fixação de cânula; laringoscópio infantil/adulto com conjunto de lâminas curvas e retas; estetoscópio; esfigmomanômetro adulto/infantil;; fios; fios-guia para intubação; pinça de Magyll; bisturi descartável; cânulas para traqueostomia; material para cricotiroidostomia; conjunto de drenagem de tórax; maleta de acesso venoso contendo: tala para fixação de braço; luvas estéreis; recipiente de algodão com anti-séptico; pacotes de gaze estéril; esparadrapo; material para punção de vários tamanhos, incluindo agulhas metálicas, plásticas e agulhas especiais para punção óssea; garrote; equipos de macro e microgotas; cateteres específicos para dissecção de veias tamanhos adulto/infantil; tesoura; pinça de Kocher; cortadores de soro; lâminas de bisturi; seringas de vários tamanhos; torneiras de 3 vias; equipo de infusão polivias; frascos de solução salina, ringer lactato, e glicosada para infusão venosa; caixa de pequena cirurgia; maleta de parto contendo: luvas cirúrgicas; clamps umbilicais; estilete estéril para corte do cordão; saco plástico para placenta; absorvente higiênico grande; cobertor ou similar para envolver o recém-nascido; compressas cirúrgicas estéreis, pacotes de gases estéreis e braceletes de identificação; sondas vesicais; coletores de urina; protetores para eviscerados ou queimados; espátulas de madeira; sondas nasogástricas; eletrodos descartáveis; equipos para drogas fotossensíveis; equipos para bombas de infusão; circuito de respirador estéril de reserva; cobertor ou filme metálico para conservação do calor do corpo; campo cirúrgico fenestrado; almotolias com anti-séptico; conjunto de colares cervicais; equipamentos de proteção à equipe de atendimento: óculos, máscaras, luvas.
Outros: colete imobilizador dorsal; cilindro de oxigênio portátil com válvula; manômetro e fluxômetro com máscara e chicote para oxigenação; bandagens triangulares; talas para imobilização de membros; coletes reflexivos para a tripulação; lanterna de mão; equipamentos de proteção à equipe de atendimento: óculos, máscaras, luvas.
2- Aeronaves de Asas Fixas (Aviões) e Aeronaves de Asas Rotativas (Helicópteros) para atendimento pré-hospitalar móvel secundário ou transporte interhospitalar:
- Conjunto aeromédico (homologado pelo Departamento de Aviação Civil – DAC): maca ou incubadora; cilindro de ar comprimido e oxigênio com autonomia de pelo menos 4 horas; régua tripla para transporte; suporte para fixação de equipamentos médicos.
- Equipamentos médicos fixos: respirador mecânico; monitor cardioversor com bateria com marca-passo externo não-invasivo; oxímetro portátil; monitor de pressão nãoinvasiva; bomba de infusão; prancha longa para imobilização de coluna; capnógrafo;
- Equipamentos médicos móveis: maleta de vias aéreas contendo: cânulas endotraqueais de vários tamanhos; cateteres de aspiração; adaptadores para cânulas; cateteres nasais; seringa de 20 ml; ressuscitador manual adulto/infantil completo; sondas para aspiração traqueal de vários tamanhos; luvas de procedimentos; lidocaína geléia e spray; cadarços para fixação de cânula; laringoscópio infantil/adulto com conjunto de lâminas curvas e retas; estetoscópio; esfigmomanômetro adulto/infantil; cânulas orofaríngeas adulto/infantil; fios; fios-guia para intubação; pinça de Magyl; bisturi descartável; cânulas para traqueostomia; material para cricotiroidostomia; conjunto de drenagem de tórax; maleta de acesso venoso contendo: tala para fixação de braço, luvas estéreis, recipiente de algodão com anti-séptico; pacotes de gaze estéril; esparadrapo; material para punção de vários tamanhos, incluindo agulhas metálicas, plásticas e agulhas especiais para punção óssea; garrote; equipos de macro e microgotas; cateteres específicos para dissecção de veias tamanhos adulto/infantil; tesoura, pinça de Kocher; cortadores de soro; lâminas de bisturi; seringas de vários tamanhos; torneiras de 3 vias; equipo de infusão polivias; frascos de solução salina, ringer lactato e glicosada para infusão venosa; caixa completa de pequena cirurgia; maleta de parto contendo: luvas cirúrgicas; clamps umbilicais; estilete estéril para corte do cordão; saco plástico para placenta, absorvente higiênico grande; cobertor ou similar para envolver o recém-nascido; compressas cirúrgicas estéreis; pacotes de gases estéreis e braceletes de identificação; sondas vesicais; coletores de urina; protetores para eviscerados ou queimados; espátulas de madeira; sondas nasogástricas; eletrodos descartáveis; equipos para drogas fotossensíveis; equipos para bombas de infusão; circuito de respirador estéril de reserva; cobertor ou filme metálico para conservação do calor do corpo; campo cirúrgico fenestrado; almotolias com anti-séptico; conjunto de colares cervicais; equipamentos de proteção à equipe de atendimento: óculos, máscaras, luvas.
 – Embarcação de Transporte (Tipo F):
Este veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial, poderá ser equipado como indicado para as Ambulâncias de Tipo A, B, ou D, dependendo do tipo de assistência a ser prestada.

DEFINIÇÃO DOS MEDICAMENTOS DAS AMBULÂNCIAS
Medicamentos obrigatórios que deverão constar nos veículos de suporte avançado, seja nos veículos terrestres, aquáticos e nas aeronaves ou naves de transporte médico (Classes D, E e F):
- Lidocaína sem vasoconstritor; adrenalina, epinefrina, atropina; dopamina; aminofilina; dobutamina; hidrocortisona; glicose 50%;
- Soros: glicosado 5%; fisiológico 0,9%; ringer lactato;
- Psicotrópicos: hidantoína; meperidina; diazepan; midazolan;
- Medicamentos para analgesia e anestesia: fentanil, ketalar, quelecin;
- Outros: água destilada; metoclopramida; dipirona; hioscina; dinitrato de isossorbitol; furosemide; amiodarona; lanatosideo C.

– TRIPULAÇÃO
Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que venham a atuar como tripulantes dos Serviços de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente Regulamento e cumpram o conteúdo curricular mínimo nele proposto - Capítulo VII.
1 - Ambulância do Tipo A: 2 profissionais, sendo um o motorista e o outro um Técnico ou Auxiliar de enfermagem.
2 - Ambulância do Tipo B: 2 profissionais, sendo um o motorista e um técnico ou auxiliar de enfermagem.
3 - Ambulância do Tipo C: 3 profissionais militares, policiais rodoviários, bombeiros militares, e/ou outros profissionais reconhecidos pelo gestor público, sendo um motorista e os outros dois profissionais com capacitação e certificação em salvamento e suporte básico de vida.
4 - Ambulância do tipo D: 3 profissionais, sendo um motorista, um enfermeiro e um médico.
5 - Aeronaves: o atendimento feito por aeronaves deve ser sempre considerado como de suporte avançado de vida e:
- Para os casos de atendimento pré-hospitalar móvel primário não traumático e secundário, deve contar com o piloto, um médico, e um enfermeiro;
- Para o atendimento a urgências traumáticas em que sejam necessários procedimentos de salvamento, é indispensável a presença de profissional capacitado para tal.
6 - Embarcações: a equipe deve ser composta 2 ou 3 profissionais, de acordo com o tipo de atendimento a ser realizado, contando com o condutor da embarcação e um auxiliar/técnico de enfermagem em casos de suporte básico de vida, e um médico e um enfermeiro, em casos de suporte avançado de vida.

Segue link da portaria completa.


http://www1.saude.ba.gov.br/regulasaude/2009/PN%20PORTARIAS%202009/nvos%20pdfs%202009/PT%202048%2003.09.09.pdf

DISTÚRBIOS DA CIRCULAÇÃO

A circulação do sangue e a distribuição dos líquidos no organismo são feitas pela ação coordenada do coração, dos vasos sanguíneos e do sistema linfático.As artérias conduzem o sangue aos tecidos; na microcirculação ocorrem as trocas metabólicas; as veias retornam o sangue ao coração, que o movimenta continuamente; cabe aos vasos linfáticos o papel de reabsorver o excesso de líquidos filtrados na microcirculação.

1.EDEMA: É o acúmulo de líquido no intersticio , seja separando os elementos do tecido , seja ocupando cavidades serosas e dependências do interstício. Macroscópicamente , a área apresenta aumento de volume , coloração normal ou empalidecida e, à pressão localizada dá origem à uma depressão que desaparece lentamente.CAUSAS DO EDEMA
Na microcirculação ocorrem as trocas metabólicas. Os vasos aferentes e eferentes se integram por meio dos capilares que se anastomosam no tecido conjuntivo . O sangue passa das artérias para as arteríolas e das arteríolas para os capilares que se anastomosam entre si. Fatores que regulam o transporte de líquidos na microcirculação relacionam-se com a etiologia do edema. a diferença entre pressão hidrostática e pressão coloidosmótica movimenta os líquidos entre os vasos e o interstício. Quando a pressão hidrostática é maior do que a pressão oncótica dentro dos vasos, ocorre saída de líquidos dos vasos para o tecido; quando a situação se inverte, ocorre o contrário.Consideram-se 4 causas do edema: (1) Pressão hidrostática elevada; (2) Pressão oncótica reduzida; (3) obstrução da drenagem linfática e (4) retenção de sódio e água.

2. HIPEREMIA
( congestão ativa) : É a repleção sanguínea do leito capilar conseqüente á vasodilçatação arterial ou arteriolar.Causada por dilatação arteriolar com aumento do fluxo sanguíneo local. Pode ser fisiológica quando há nescessidade de maior irrigação, como ocorre no
exercício físico, na mucosa gastrointestinal durante a digestão, na pele em ambientes quentes. Pode ser patológica como nas inflamações.

3. CONGESTÃO ( Congestão passiva): É a repleção de sangue não oxigenado ou venoso no leito capilar. A congestão pode ser causada pela obstrução de uma veia (compressão do vaso, trombose etc.) ou por redução do retorno venoso ( ICC). Causada por redução da drenagem venosa, que provoca distensão das veias distais, vênulas e capilares. Processo passivo resultante do acúmulo de sangue não oxigenado ou venoso devido .→→ obstrução venosa local ou sistêmica resultante de edema ou ICC.A região torna-se de coloração vermelho-escura devido á alta concentração de hemoglobina desoxigenada.

4. HEMOSTASIA:
Processo fisiológico envolvido com a fluidez do sangue e com controle de sangramento quando ocorre lesão vascular. Depende da integração de 3 componentes fundamentais →→ vasoconstrição da parede vascular, agregação das plaquetas e sistema de coagulação.

5. HEMORRAGIA:
É a saída do sangue do espaço vascular ( vasos ou coração ) para o compartimento extra vascular (cavidades ou interstício) ou para fora do organismo. Normalmente, o extravasamento de sangue de um vaso lesado é controlado pela hemostasia. O comprometimento da Hemostasia pode levar ao sangramento. As conseqüências das hemorragias dependem do volume de sangue perdido , da velocidade ou ritmo de perda do sangue e da localização da hemorragia. Denominações: As hemorragias são denominadas de acordo com a velocidade de perda de sangue em agudas ou crônicas.
As hemorragias são classificadas: 
(1)de acordo com a origem do sangue classificadas em cardíacas, arteriais, venosas e capilares
(2) De acordo com o destino do sangue classificadas em interna( escoa para as cavidades internas do organismo), externa ( sai para meio externo ) e intersticial (ocupa os espaços teciduais ) e 
(3) De acordo com a velocidade de saída do sangue :Agudas ou Crônicas. As hemorragias são denominadas; (a ) Hemorragias Interna: são denominadas com um prefixo HEMO ou HEMATO + um radical de localização anatômica. p.ex. hemoperitôneo , hemopericárdio e (b) Hemorragias Externas são denominadas por radical anatômico seguido de sufixo RRAGIA ,p.ex. enterorragia. 
As Hemorragias externas podem ter denominações especiais :
(1) EPISTAXE : hemorragia nasal;
(2) HEMOPTISE hemorragia pulmonar; 
(3) HEMATEMESE : vômito com sangue; 
(4) MELENA: sangue nas fezes e 
(5) HEMORRAGIA POR REGE; por ruptura da parede vascular ou coração, com saída de sangue em jato.As hemorragias intersticiais têm denominações próprias, tais como, petéquias ( são pontos hemorrágicos diminutos na pele), púrpuras são pontos hemorrágicos um pouco maiores (3 a 5 mm), equimose são manchas subcutâneas de sangue difuso no tecido ( 1 a 2 cm) ; espontânea ou traumática. Os eritrócitos são fagocitados e degradados pelos macrófagos ; a hemoglobina é convertida em bilirrubina ( azul-esverdeada) e depois em hemossiderina ( marrom-dourado) . Hematoma é qualquer acúmulo de sangue coagulado.

6. PÚRPURAS HEMORRÁGICAS: Petéquias, Equimoses, Hematomas, Víbices
(manchas lineares em forma de vírgula ) podem estar presentes nas Doenças Hemorrágicas ou Diásteses Hemorrágicas. Neste caso constituem as chamadas Púrpuras Hemorrágicas.

7. TROMBOSE: Processo patológico caracterizado por solidificação do sangue dentro dos vasos ou coração, no indivíduo vivo. Trombose é o mecanismo de formação dos trombos. Tombos são massas sólidas ou semi-sólidas formadas durante a vida , dentro dos vasos , à partir dos constituintes do próprio sangue.

8. EMBOLIA: Embolia é o transporte , pelo sangue , de substâncias estranhas ( sólidas , líquidas ou gasosas ) , veiculadas pela circulação para pontos distantes do organismo. As substâncias transportadas são chamadas Êmbolos, p.ex. .Fragmentos de trombos , glóbulos de gordura, fragmentos de medula óssea , gases, bactérias etc, 

TIPOS DE EMBOLIA: 
(1) EMBOLIA GASOSA: Representada pela introdução de ar no sangue ex. pequenas bolhas.Esta relacionada com lesões vasculares , principalmente veias , traumatismo , cirurgia do tórax e pescoço e aborto.Pequenas bolhas podem coalescer e formar grandes bolhas e obstruir vasos do cérebro ou pulmões; 
(2) EMBOLIA GORDUROSA: Representada por glóbulos de gordura no sangue. Geralmente relacionada com fraturas extensas de ossos longos ; 
(3) EMBOLIA DA MEDULA ÓSSEA: Encontro de fragmentos de medula óssea caracterizados pela presença de gordura e cél. hematopoiéticas no sangue em casos de traumatismo ósseo. È frequente êmbolos pulmonares na medula óssea de pacientes que sofreram fratura de costela no decurso de ressuscitação cardiopulmonar.

9. TROMBOEMBOLISMO: Êmbolos venosos originados de trombos venosos ( exceto no sist. Porta ) são levados aos pulmões e causam embolia pulmonar, Êmbolos arteriais originados de trombos arteriais (coração ou grandes artérias ) são levados à grande circulação e se alojam no cérebro , intestinos , rins, baço e membros inferiores.

10. ISQUEMIA: Redução do fluxo de sangue em uma dada área. As causas da isquemeia incluem: (a) Diminuição da pressão entre artéria e veias (p.ex. estados de choque com redução da pressão arterial) e (b) Obstrução da luz vascular é a principal causa da isquemia → por compressão do vaso por tumores , hematomas, obstrução por espessamento da parede vascular, obstrução por trombos ou êmbolos.

11.ESTADO DE CHOQUE

(1) CHOQUE :CHOQUE HIPOVOLÊMICO
provocado pela súbita de grandes quantidades de líquidos do organismo ( sangramento, cirurgias, ruptura de vasos);
(2) CHOQUE CARDIOGÊNICO provocado quando o coração se torna incapaz de bombear adequadamente o sangue ( destruição do miocárdio por infarto, arritmias cardíacas etc) ; 
(3) CHOQUE SÉPTICO provocado sobretudo por infecções por bactérias gram-negativas produtoras de endotoxinas e, menos frequentemente, por bactérias Gram-positivas, fungos e toxinas bacterianas;
(4) CHOQUE NEUROGÊNICO na desregulação do tônus das artérias e veias, queda da resistência vascular periférica e redução do retorno venoso.e 
(5) CHOQUE ANAFILÁTICO, provocado por processo alérgico, químico, biológico e pode levar a um edema de glote.



BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BRASILEIRO FILHO,G. BOGLIOLO Patologia geral, 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2006 .
KUMAR,V., COTRAN,R.S & ROBBINS,S.L. Patologia Básica. 5ªed. Rio de Janeiro:Ed.Guanabara Koogan, 2008.
MONTENEGRO,M.R. PATOLOGIA Processos Gerais. 4 ed. Ed. Atheneu, São Paulo,2003 oogan,1998.
ROBBINS & COTRAN – Patologia: Bases Patológicas das Doenças, 7ª. Ed.Rio de Janeiro:Ed.Elsevier,2005.

INTERNET
Disponível em:
http://biblioteca.universia.net/html_bura/verColeccion/params/id/721.html
http;//www.webmd.com
http://www.bireme.br


Ossos do corpo humano – Nomes e funções
esqueleto é algo muito importante para o corpo humano. É graças a ele e suas articulações que conseguimos andar, por exemplo, ou mexer os dedos das mãos. Os músculos que são responsáveis por produzir nossos movimentos só conseguem funcionar bem porque estão presos nos ossos. Outra função muito importante do esqueleto é proteger os órgãos vitais do nosso corpo, isso é, aqueles que são extremamente necessários para que permaneçamos vivos. Como exemplo tem o crânio que protege nosso cérebro, e a caixa torácica, formada pelas costelas, que protege o coração e os pulmões.

Nosso corpo é formado por aproximadamente 206 ossos. Eles variam bastante em tamanho e formato, e cada um apresenta um nome diferente. Encontramos ossos miúdos como o estribo, um pequeno osso do ouvido que chega a medir 0,25 centímetros, e o fêmur, maior osso do corpo humano, que se localiza na parte superior da nossa perna e pode ter em média 50 centímetros. É importante lembrar que o esqueleto humano não é formado apenas pelos ossos, mas também pelas cartilagens, pelos ligamentos e pelos tendões.
Para facilitar os estudos de anatomia vamos dividir os ossos por partes do corpo. Você vai notar que alguns aparecem com números ao lado dos nomes, nestes casos é porque existe mais de um deste osso no nosso corpo.
Ossos do corpo humano
Cabeça

·         Frontal
·         Parietal (2)
·         Temporal (2)
·         Occipital
·         Esfenoide
·         Etmoide
·         Zigomático (2)
·         Maxilar (2)
·         Nasal (2)
·         Mandíbula
·         Palatino (2)
·         Lacrimal (2)
·         Vômer
·         Concha nasal inferior (2)
Ouvido

·         Martelo (2)
·         Bigorna (2)
·         Estribo (2)
Pescoço

·         Hióide
Cintura escapular (ombro)

·         Clavícula (2)
·         Escápula (2)
Tórax


·         Esterno
·         Costelas (24)
Coluna vertebral


·         Vértebras cervicais (7)
·         Vértebras lombares (5)
·         Vértebras torácicas (12)
·         Vértebras sacrais (5)
·         Vértebras coccígeas (4)
Braço

·         Úmero (2)
·         Ulna (2)
·         Rádio (2)
Mão (punho e palma)

·         Escafoide (2)
·         Semilunar (2)
·         Piramidal (2)
·         Pisiforme (2)
·         Trapézio (2)
·         Trapezóide (2)
·         Capitato (2)
·         Hamato (2)
·         Metacarpicos (10)
Dedos
·         Falange proximal (10)
·         Falange média (8)
·         Falange distal (10)
Cintura pélvica

·         Osso do quadril ou bacia (formado pela fusão dos ossos Ílio, ísquio e púbis)
·         Sacro e cóccix (já mostramos na coluna vertebral)
Perna

·         Fêmur (2)
·         Patela ou rótula (2)
·         Tíbia (2)
·         Fíbula ou perônio (2)

·         Calcâneo (2)
·         Tálus (2)
·         Navicular (2)
·         Cuneiforme medial (2)
·         Cuneiforme lateral (2)
·         Cuboide (2)
·         Metatarsais (10)
·         Falanges proximais (10)
·         Falanges mediais (8)
·         Falanges distais (10)
Curiosidades sobre o nosso esqueleto

Vimos que o esqueleto de um adulto é formado por aproximadamente 206 ossos, porém quando nascemos possuímos muito mais que isso. Os 270 ossos que acompanham nosso nascimento, com o passar do tempo, vão se fundindo para formar ossos maiores. É o caso dos ossos do crânio, que são pequenos e quebrados no nascimento para permitir o crescimento do telencéfalo. Esses buraquinhos que ficam no espaço entre um osso e outro são popularmente chamado de moleiras, e apenas em uma idade mais avançada da infância é que esses ossos se unem para formar o crânio. A mesma coisa acontece com os ossos da bacia. Nascemos com ossos separados, o ílio, ísquio e o púbis. Apenas na adolescência é que esses ossos vão fundir-se formando a bacia.