sábado, 25 de fevereiro de 2017

ESTUDE PARA ANAC - BLOCO III


Comissário Resumo, Bloco III 



* A diminuição da pressão parcial de oxigênio no organismo é denominada hipóxia;
* O tratamento adequado para quadros de hipóxia é oxigenoterapia;
* Uma despressurização rápida sofrida durante um voo acima de 20 mil pés, acarreta uma diminuição da pressão atmosférica dentro da aeronave, podendo ocorrer hipóxia;
* Em casos de hipóxia a zona para descompensação orgânica está em 12 mil a 24 mil pés;
* Havendo hipóxia, em paciente consciente, o tratamento adequado será a admissão
de oxigênio;
* O uso de oxigênio, nos casos de distúrbios respiratórios devem ser o mais preciso possível. Não é indicado utilizá-lo em caso de gripe, crise asmática e leve crise nervosa;
* A diminuição de oxigênio no organismo, levando ao aumento da freqüência cardíaca e diminuição da acuidade visual, chegando ao desmaio, chama-se hipóxia;
* A sinusite afetada pela alteração da pressão atmosférica, poderá cometer num pax, durante um voo, principalmente se este estiver gripado;
* As alterações que surgem no organismo, em decorrência da variação das pressões atmosféricas, dá-se o nome de disbarismo;
* O disbarismo plasmático, está relacionado com o desprendimento do nitrogênio do sangue, levando-o a uma ebulição chamada aeroembolia;
* Caso um pax apresente enjôo intenso seguido de vômito, o atendimento adequado será ministrar-lhe atendimento e suspender a alimentação;
* Um mal súbito, em que a vítima tem a sensação de estar tudo girando ao redor de si, denomina-se vertigem;
* Entre outros fatores inter-relacionados, as reações vagotônicas, hiperexcitabilidade do labirinto, deslocamento de vísceras, sensação vaga de mal estar, palidez, sudorese, discreta hipotensão náuseas e vômitos são alguns dos sintomas que definem o mal do ar;
* A descompressão, isto é, diminuição propagativa ou rápida da pressão atmosférica em voo, age sobre o ouvido médio, seios da face e gases da cavidade intestinal;
* A aerotite pode se instalar durante uma descida de uma aeronave devido à inadequada equalização da pressão da cabine com a do interior do ouvido médio;
* Manipular um membro fraturado não é um procedimento adequado, devido ao risco de ocorrer ruptura de uma artéria;
* Uma fratura cujo osso parte-se na totalidade de sua espessura, é do tipo completa;
* Havendo necessidade de solicitação de médico ou enfermeiro, a bordo, cabe ao cms anotar o nome e crm correspondente;
* As feridas provocadas por agentes cortantes, são do tipo incisas;
* O procedimento que faz cessar a hemorragia de um ferimento, denomina-se hemostasia;
* Caso um acidentado apresente um ferimento com hemorragia abundante em um membro, o método de hemostasia a ser empregado será o de garroteamento;
* Uma hemorragia que jorra em jatos, acompanhando o ritmo da pulsação, com coloração vermelho vivo e aspecto espumoso, é do tipo arterial;
* Um dos perigos da hipertermia, em crianças, é a convulsão;
* Havendo lesão na traquéia, com asfixia, impõe-se traqueostomia;
* A contusão é uma lesão traumática, causada por uma ação contundente. Normalmente, uma contusão leve apresenta dor, edema e equimose;
* Um traumatismo craniano, quando é atingido o SNC, o tipo de lesão apresentada é denominada encefálica;
* Identifica-se o traumatismo ocular externo, quando são afetadas as pálpebras
e/ou o supercílio;
* Identifica-se o traumatismo ocular interno quando são afetados a córnea e o globo ocular;
* De acordo com o RBHA-121, entre os vários itens exibidos em um conjunto de primeiros socorros, encontram-se antidiarreico, analgésico e tesoura;
* Em um pax que apresenta um ferimento por corte com vários corpos estranhos, da caixa de primeiros socorros, deve-se utilizar para o atendimento, sabão, mertiolate, gazes, pinça, esparadrapo e algodão;
* Afrouxar as vestes ou despir o paciente, retirar corpos estranhos que porventura possam existir na boca ou orofaringe, enxugando as secreções, são cuidados que se deve ter em caso de afogamento;
* Um pax com crise convulsiva deve ter, como socorro imediato, as vestes afrouxadas, um protetor entre os dentes e deixá-lo debater-se, protegendo-o;
* O melhor transporte para acidentados é a maca;
* Para se remover as águas das vias aéreas superiores em caso de afogamento, a vítima deve ser colocada em decúbito ventral;
* Na avaliação da respiração, a freqüência normal dos movimentos respiratórios é de 15 a 20 por minuto. Se o número desses movimentos estiver acima de 20 por minuto, caracteriza-se uma taquipnéia;
* O primeiro socorro adotado, frente a uma contusão leve, é a aplicação de frio no local e analgésico;
* O conjunto básico, atitudes e procedimentos destinados a preservação da saúde do indivíduo, permitindo sua perfeita integração à sociedade em que vive, denomina-se higiene pessoal;
* A melhor maneira de se evitar doenças da boca é através de escovação diária com pasta dental;
* As patologias da boca podem ser evitadas com o hábito de escovar os dentes com pastas dentais diariamente;
* Falta de repouso, estresse, má alimentação e cruzamento de fuso horário, favorecem o aparecimento de fadiga;
* Existem vários fatores determinantes de diarréias a bordo, dentre estes, tem-se medo associado ao excesso alimentar;
* Diarréia intensa, seguida de desidratação e morte são sintomas do cólera;
* Em pax que apresentam diarréia abundante, poderá ocorrer uma grave complicação, como a desidratação;
* Palidez, mucosas descoradas, pulso rápido e fino e extremidades frias caracterizam estado de choque;
* A situação caracterizada pela sensação de que as coisas estão girando recebe o nome de vertigem;
* Em caso de ingestão acidental ou voluntária de doses letais de medicamento, deve-se fazer uma lavagem gástrica se o pax estiver consciente e se a ingestão tiver ocorrido no máximo 4 horas;
* Para se fazer respiração boca-a-boca, o paciente deve ser colocado em decúbito dorsal com a cabeça em hiperextensão;
* Para proceder-se a massagem cardíaca externa, deve-se colocar o pax em local fixo e duro, estando o mesmo em decúbito dorsal;
* A midríase paralítica é característica da parada cardíaca;
* A taquicardia é caracterizada pela freqüência do pulso arterial maior que 100 bpm;
* Ausência de pulso e pupilas dilatadas autorizam dizer que o paciente apresenta parada cardíaca e necessita de massagem cardíaca externa;
* No atendimento de caso de parada cardíaca a seqüência correta de ação será a desobstrução das vias aéreas, ventilação e massagem;
* Devido à possibilidade de provocar uma emergência obstétrica, o voo deve estar contra-indicado, para gestantes acima do oitavo mês;
* O primeiro socorro adotado frente a uma contusão leve é a aplicação de frio no local e analgésico;
* A gravidade de uma queimadura é determinada pela quantidade de pele queimada;
* Nas queimaduras de segundo grau, deve-se colocar compressão gelada sem furar as bolhas;
* Uma queimadura de terceiro grau caracteriza-se pela formação de flictemas ou bolhas e por necrose;
* Colocar o pax sentado com a cabeça para trás e apertar-lhe as narinas durante 2 minutos é o tratamento adequado em caso de hemorragia nasal;
* A medicação adequada para que se possa combater a febre é antitérmico;
* O consumo de álcool, o tabagismo, a baixa umidade do ar e o constante cruzamento de fuso horário, podem levar os cms a desenvolverem a fadiga aérea;
* Em caso de pax alcoolizado, como medida preventiva deve-se oferecer líquidos bem açucarados;
* Sendo a fadiga aérea causada pelo excesso de tensão tanto física quanto mental, o tripulante, para dissipá-la, deverá ter um sono fisiológico de 6 a 8 horas;
* Para se evitar a febre amarela deve-se ser vacinado;
* A malária é mais comum nos estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso;
* Esquistossomose, malária e a doença de chagas são doenças endêmicas comuns no Brasil;
* A doença de chagas é transmitida por um inseto denominado barbeiro. Os tipos de habitações que favorecem o abrigo do mesmo são madeira, pau-a-pique e barro;
* Coqueluche, rubéola e sarampo são doenças comuns da infância;
* Meningite, hepatite e tuberculose são doenças infecto-contagiosas;
* Rigidez na nuca, febre, cefaléia e vômitos em jato são sintomas da meningite;
* A transmissão de hepatite não ocorre normalmente através da respiração;
* Quando, em vôo, são ultrapassados mais de 4 fusos horários, o organismo sofre de alteração do ritmo circadiano;
* A ausência de movimentos respiratórios é um sintoma de apnéia;
* Uma dor forte e constante no tórax, podendo irradiar-se para um braço, suores, agitação, aparência de sofrimento com palidez e pulso fino, e que não se modifica com a respiração ou posição, nem melhora com vasodilatador coronário, durando de 30 minutos a várias horas, é um sintoma característico de infarto agudo no miocárdio;
* As ulcerações da pele geralmente produzidas por atrito com superfícies ásperas, atingindo as camadas cutâneas superficiais, são tipos de escoriações;
* Hemoptise caracteriza um tipo específico de hemorragia;
* O primeiro socorro em caso de contusão grave em articulação é gelo no local, analgésico e imobilização;
* Sulfa, penicilinas e analgésicos podem provocar reação alérgica;
* Um pax apresenta repentinamente placas avermelhadas por todo o corpo, acompanhadas de coceiras e inchaço. Neste caso, provavelmente, está ocorrendo uma reação alérgica;
* Existem 3 tipos de despressurização: explosiva, lenta e rápida;
* Um pax encontra-se em parada respiratória, vitimado por asfixia por corpo estranho, o atendimento adequado será retirar o corpo estranho e, se necessário, aplicar a respiração artificial;
* A ausência do pulso carotídeo significa que o pax está em parada cardio-respiratória;
* Ao aplicar oxigênio terapêutico em um pax, devemos observá-lo porque pode evoluir para uma parada respiratória;
* Para uma pessoa com parada respiratória, o método boca-a-boca é indicado, pois o ar expirado pelo socorrista que é introduzido na vítima além do oxigênio, tem gás carbônico, que é excitante cerebral;
* A intermação é provocada por ambiente fechado e aquecido;
* Colocar o indivíduo em lugar fresco e bastante ventilado, protegido dos raios solares, afrouxando suas roupas e colocando bolsas de gelo na fronte, são procedimentos adotados em pessoas acometidas de insolação ou intermação;
* A presença de cianose indica má oxigenação do sangue;
* Uma lesão craniana em que haja sangramento intenso, porém sem maiores complicações e na qual o pax mantenha-se consciente, é do tipo superficial;
* Uma pessoa prestes a sofrer um desmaio deve ter sua cabeça mantida baixa para que seja aumentada a irrigação cerebral;
Em caso de trabalho de parto, não faz parte o amolecimento do ventre materno.

ESTUDE PARA ANAC - BLOCO IV

Comissário Resumo, Bloco IV


Resumo de Simulados Bloco IV 

* No verão, à tarde, sobre o continente, ocorre turbulência convectiva;
* O nevoeiro de vapor é do tipo de advecção;
* As nuvens baixas e altas possuem, respectivamente, uma estrutura líquida e sólida;
* As nuvens de desenvolvimento vertical apresentam uma estrutura física mista;
* A camada da atmosfera com cerca de 3 a 5 km de espessura, na qual o gradiente térmico é constante, denomina-se tropopausa;
* A troposfera, camada mais baixa da atmosfera mede verticalmente sobre o equador, até cerca de 17 a 19 km;
* De um modo geral, a temperatura na troposfera diminui com a altitude;
* A camada mais externa da atmosfera que se confunde com o espaço interplanetário é a exosfera;
* Para que se caracterize nevoeiro a visibilidade deve ser inferior a 1000 metros;
* O movimento do ar, na horizontal, como pressão advectiva, é chamado de vento;
* As trovoadas que se formam nas convergências de ventos e massa de ar com densidades diferentes são dinâmicas;
* A segunda fase de desenvolvimento de uma trovoada denomina-se maturidade;
* Consideram-se ventos de superfície aqueles encontrados nos primeiros 100 metros de altura;
* O ar, ao subir a encosta de uma montanha ou uma serra que se eleva, resfria-se e satura-se, formando nuvens do tipo orográfica;
* As turbulências que ocorrem devido ao resultado dos ventos com a superfície chama-se mecânicas;
* A linha imaginária limítrofe, entre duas massas características, denomina-se frente;
* O tipo de avião, cuja asa localiza-se na parte inferior da fuselagem é a asa baixa;
* Os aviões que pousam tanto na terra quanto na água, são classificados como anfíbios;
* Quanto ao número de asas, os aviões podem ser classificados em monoplanos e biplanos;
* Um avião do tipo triciclo, possui roda dirigível no nariz e trem principal sob as asas;
* A fuselagem do tipo semi-monocoque difere da monocoque por possuir longarinas;
* Em uma estrutura semi-monocoque, os esforços aeronáuticos são suportados por caverna, revestimento e longarinas;
* O eixo lateral é o que, imaginariamente, se localiza desde uma ponta à outra da asa;
* O movimento do avião em torno de seu eixo transversal chama-se tangagem;
* Uma das finalidades do compensador em uma aeronave é tirar tendências indesejáveis no voo;
* O acionamento dos compensadores proporciona alívio nos comandos;
* Os movimentos direcionais, efetuados em torno do eixo vertical da aeronave, resultam da ação do leme de direção;
* Quando a amplitude da variação do aileron que sobe não é a mesma que a do aileron que desce, eles são do tipo diferencial;
* Os ailerons, normalmente, estão localizados no bordo de fuga das asas, próximo à ponta;
* O movimento de inclinação lateral, que se processa em torno do eixo longitudinal da aeronave, é produzido pelo aileron;
* O ângulo que, quando atingido, acarreta uma perda de sustentação da aeronave é denominado ângulo de estol;
* O ângulo formado entre a corda e o eixo longitudinal do avião, é o ângulo de incidência;
* O ângulo de incidência não apresenta variação;
* Acionando-se o comando do leme de profundidade em voo, para frente, a aeronave baixa o nariz;
* Leme de direção, profundor e aileron são componentes da aeronave denominado superfícies de comandos primários;
* As partes componentes do avião são fuselagem, empenagem, trem de pouso, grupo motopropulsor e asa;
* A finalidade do sistema motopropulsor de uma aeronave é fornecer a tração necessária ao vôo;
* O movimento de arfagem da aeronave é proporcionado pelo profundor;
* A superfície de comando responsável pelo movimento de cabrar e picar é o profundor;
* O estabilizador vertical de uma aeronave, proporciona à mesma uma estabilidade direcional;
* O conjunto de estabilizadores e superfícies de comando da cauda chama-se empenagem;
* O trem de pouso que se recolhe totalmente, ficando alojado em um compartimento, é do tipo escamoteável;
* O trem de pouso cujas rodas, quando recolhidas, alojam-se em um compartimento que não se fecha, é classificada como retrátil;
* O flap da asa de uma aeronave, quando estendido para pouso, combina redução de velocidade e aumento da sustentação;
* Fowler é um tipo de flap que, quando atua, aumenta a área da asa e a curvatura do perfil;
* A força que dificulta a trajetória de qualquer corpo, chama-se resistência ao avanço;
* A principal função da asa em um avião é produzir força de sustentação;
* Quando uma força externa tira um corpo de sua posição de modo que ele tende a se afastar cada vez mais, se diz que seu equilíbrio é instável;
* Aerofólio é toda superfície aerodinâmica que produz reações úteis;
* Em um aerofólio de perfil assimétrico, a velocidade dos filetes de ar será maior no extradorso;
* A parte frontal da asa denomina-se bordo de ataque;
* As manobras de um avião são realizadas em torno dos eixos vertical, transversal e longitudinal;
* O tubo de Venturi comprova a teoria de Bernouille;
* De acordo com a teoria de Bernouille, a pressão dinâmica depende da densidade do fluido e da velocidade do deslocamento;
* A força de tração em uma aeronave é fornecida pelos motores;
* As forças que atuam num avião, em vôo, são tração, peso, arrasto e sustentação;
* A força que dificulta a trajetória de qualquer corpo, chama-se resistência ao avanço;
* O centro de gravidade é considerado como sendo o ponto de equilíbrio de um corpo;
* Pode-se considerar que todo peso de um avião equilibrado está aplicado no centro de gravidade;
* A posição do centro de gravidade do avião afeta a estabilidade do avião;
* O motor turbo-hélice é uma turbina que aciona uma hélice metálica;
* O tipo de navegação aérea que é baseada na aplicação da direção e velocidade do vento, denomina-se navegação estimada;
* A terra gira em torno de um eixo imaginário, cujo as extremidades são chamadas de pólos;
* O espaço de tempo compreendido entre dois sucessivos trânsitos do Sol, pelo mesmo meridiano, é chamado de dia solar;
* Partindo-se do sul, no sentindo horário, tem-se como pontos colaterais, respectivamente, sudoeste, noroeste, nordeste e sudeste;
* Partindo-se do norte, no sentido horário, tem-se como ponto colateral, respectivamente, nordeste, sudeste, sudoeste e noroeste;
*Em um vôo reto horizontal a tração é igual ao arrasto. Logo, a velocidade é constante;
* O meridiano de 180 graus também é conhecido como linha internacional de data;
* O sistema de coordenadas geográficas é utilizado para identificação do ponto na superfície da Terra, através de duas componentes chamadas latitude e longitude;
* O arco da linha do Equador, compreendido entre o meridiano de Greenwich e o meridiano de um determinado lugar denomina-se longitude;
* Distâncias angulares, formadas no plano do Equador e que alimentam em direção aos pólos, são chamados de latitudes;
* Um semi-círculo máximo que liga os pólos terrestres é denominado meridiano;
* Sobre a linha de referência para leitura da bússola, o valor da proa do avião, é a direção do seu eixo longitudinal em relação ao meridiano magnético;
* O ângulo formado entre o meridiano verdadeiro e o magnético denomina-se declinação magnética;
* Existem na Terra, dois pontos de maior acúmulo de atração magnética, que são os pólos norte e sul magnético;
* Na teoria dos fusos horários, o movimento da Terra, responsável pelo dia solar, é o de rotação;
* As latitudes são contadas a partir do Equador, até 90 graus norte ou sul;
* A distância em milhas náuticas que corresponde a 5 graus de latitude é igual a 300 NM;
* A milha marítima e a terrestre, convertidas em metros, equivalem, respectivamente, a 1852m e 1609m;
* A pressão atmosférica padrão, ao nível do mar é de 1013.2 hpa;
* O movimento de rotação da Terra ocorre em torno do eixo terrestre;
* A abreviatura NW pertence ao grupo de pontos colaterais;
* No Brasil existem vários fusos horários. Se na longitude (038 graus 31minutos W), são 12 horas (HLE), em RBR (067 graus 47 minutos W), o HLE será 10 horas;
* Quando há a mudança de data no hemisfério de 180 graus, no RJ (22 graus 48 min S/043 graus 15 min W) a HLE será 09:00;
* O elemento que provoca a circulação atmosférica é a pressão;
* A pressão atmosférica é do tipo estática;
* A densidade do ar, aumenta com uma maior altitude/menor temperatura;
* Cumulunimbus é uma nuvem de desenvolvimento vertical;
* Estabelecer regras uniformes, relacionado a responsabilidade dos transportadores aéreos, no que se refere aos pax´s, em caso de morte ou lesões por acidentes, é uma das finalidades da convenção de Varsóvia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CONHEÇA OS PROTOCOLOS DA ATENÇÃO BÁSICA



Em dezembro, o "Protocolo de Atenção à Saúde da Criança no âmbito da Atenção Básica" e o "Protocolo de Atenção as Doenças Crônicas Não Transmissíveis - risco cardiovascular no âmbito da Atenção Básica" entraram em Consulta Pública, um importante mecanismo para aperfeiçoar as diretrizes propostas pelos protocolos.

Esses documentos e outros já lançados pelo Ministério da Saúde são materiais técnicos que servem como guia ao trabalho das equipes e profissionais de saúde. Existem três tipos: Protocolos da Atenção Básica, Protocolos de Encaminhamento e Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

No caso dos Protocolos da AB, a construção do material é balizada pelos pressupostos da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). As diretrizes têm como foco na prática clínica e a gestão do cuidado, auxiliando na escolha do tratamento mais qualificado, além da organização dos serviços de saúde. É um importante instrumento de consulta dos profissionais da área.

Os Protocolos de Encaminhamento da AB tem como objetivo aumentar a resolutividade na atenção primária e ainda diminuir os encaminhamentos desnecessários e a demanda reprimida para serviços de especialidades. O documento regulamenta o processo de trabalho e acesso aos serviços solicitantes até as centrais de regulação, além de organizar os fluxos de atendimento. Resumidamente, respondem a duas questões principais: se o paciente tem indicação clínica para ser encaminhado ao serviço especializado e quais são os pacientes com condições clínicas ou motivos de encaminhamento que devem ter prioridade de acesso.

Já os PCDT estabelecem os critérios de diagnóstico de cada doença, o algoritmo de tratamento das doenças com as respectivas doses adequadas e os mecanismos para o monitoramento clínico em relação à efetividade do tratamento, além da supervisão de possíveis efeitos adversos.

O que são?
“Os protocolos são subsídios indispensáveis à tomada decisão no cotidiano da atenção à saúde, favorecendo que de norte a sul do país os profissionais contem com diretrizes harmônicas e explorem o potencial de toda a equipe de AB na promoção do cuidado integral. Os materiais devem ser constantemente avaliados de acordo com a realidade de aplicação, além de receber acompanhamento gerencial sistemático e revisões periódicas. Isso permite que o processo de trabalho seja um espaço de criação e renovação”, explica Ana Cláudia Cardozo Chaves do DAB.

Os Protocolos da Atenção Básica têm abrangência nacional, por isso pode ser adotado na íntegra ou adaptado pelos gestores estaduais e municipais conforme as necessidades e particularidades regionais. Deve, ainda, ser utilizado de forma complementar a outras publicações do DAB, como os Cadernos de Atenção Básica. Os protocolos não têm como propósito abarcar todos os arranjos e práticas de cuidado em saúde, nem nos demais níveis de atenção, mas sim trazer ofertas para o fortalecimento dos serviços da AB.

Como é feito?

O Ministério da Saúde tem como parceiro na elaboração do conteúdo dos Protocolos da Atenção Básica o Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês (IEP/HSL), através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS). O processo de elaboração se deu por meio de oficinas de trabalho com trabalhadores de diferentes núcleos profissionais com experiência e conhecimento na AB. Os encontros são orientados por metodologias específicas com o objetivo de intensificar o aprofundamento nos temas da publicação e a criação de um formato que dialogue com a lógica do atendimento primário.

Para embasar o documento, são usadas referências bibliográficas que versam sobre práticas e saberes já consolidados no âmbito da Atenção Básica, isto é, tratam do cuidado em saúde considerando a perspectiva do usuário, da pessoa que busca da equipe de saúde, contemplando a organização do processo de trabalho sob a ótica da integralidade. O conteúdo dos Cadernos de Atenção Básica (CABs) também serve como ponto de partida para a elaboração desses materiais. Agregam-se aos CABs as diretrizes de políticas de saúde, com destaque para a PNAB, além de manuais, diretrizes, normas e notas técnicas, leis, portarias e outras publicações do MS. Além disso, são utilizadas evidências científicas de bases de dados nacionais e internacionais.

Após elaboração, é realizada a etapa de validação interna, que consiste em um processo de discussão do material na equipe interna de especialistas do IEP/HSL, em debate com os autores. Depois, validação externa com um conjunto de especialistas externos ao IEP/HSL – profissionais, gestores, professores – em saúde da família, medicina de família e comunidade (MFC) e especialidades relacionadas à temática em interface com a AB. Por último, a consulta pública, que é uma etapa de validação mais ampla, estendida a toda a sociedade civil, promovida a fim de garantir o aprimoramento do material elaborado pela equipe de produção.

PROTOCOLOS:

Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres

Protocolos de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada - Volume 1 - Endocrinologia e Nefrologia

Protocolos de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada - Volume 2 - Cardiologia

 
Protocolos de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada - Volume 3 - Reumatologia e Ortopedia Adulto
 
Protocolos de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada - Volume 4 - Ginecologia

Protocolos de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada - Volume 5 Cirurgia Torácica e Pneumologia 

Protocolos de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada - Volume 6 - Urologia


Protocolos de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada - Volume 7 - Proctologia


Protocolos de encaminhamento da Atenção Básica para a Atenção Especializada - Volume 8 - Hematologia

 


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A Classificação de Risco nos Serviços de Urgência e Emergência


A classificação de risco é uma ferramenta utilizada nos serviços de urgência e emergência, que visa avaliar e identificar os pacientes que necessitam de atendimento prioritário, de acordo com a gravidade clínica, potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento. Ou seja, trata-se da priorização do atendimento, após uma complexa avaliação do paciente, realizada por um profissional devidamente capacitado, do ponto de vista técnico e científico.


Antigamente, a entrada dos pacientes aos Serviços de Urgência e Emergência aconteciam por ordem de chegada ou era realizado uma seleção/triagem por profissional não capacitado, levando a graves danos à saúde do paciente, aumentando o risco de morbidade e mortalidade.
Assim como a forma de “selecionar” os pacientes a serem atendidos evoluiu, o termo “Triagem” foi substituído por “Classificação de risco”, e hoje é realizada por meio de protocolos, para tornar o trabalho mais sistemático, garantindo que diferentes profissionais obtenham o mesmo resultado na avaliação do paciente, aumentando a agilidade e a segurança nos serviços de urgência, reduzindo mortes evitáveis, além de fornecer um respaldo legal aos profissionais.

Essa falta de organização nos serviços de urgência e emergência não era um problema limitado ao Brasil, mas a todo o mundo e, por isso, foram surgindo alguns protocolos para melhorar essa Classificação de Risco.
Conforme o Grupo Brasileiro de Classificação de Risco (GBCR), os protocolos mais utilizados mundialmente são:
  • Modelo Australiano – Australian Triage Scale (ATS);
  • Modelo Canadense – Canadian Triageand Acuity Scale (CTAS);
  • Modelo de Manchester – Manchester Triage System (MTS);
  • Modelo Americano – Emergency Severity Index (ESI);
No Brasil, um dos mais utilizados é o Modelo de Manchester.

Mas o que é Acolhimento com Classificação de Risco?
Podemos adotar inúmeras maneiras de estratificar o risco aos pacientes que dão entrada aos serviços de urgência e emergência, mas não podemos esquecer que estamos atendendo SERES HUMANOS, e o nosso trabalho precisa ser humanizado e o acolhimento é uma das ferramentas que temos em mãos para humanizar a assistência
Dessa forma, a Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde estabeleceu o Acolhimento com Classificação de Risco, como um instrumento de humanização, que visa estabelecer mudanças na forma de atendimento aos usuários que procuram os serviços de saúde, desde a atenção primária à saúde a serviços de urgência e emergência,  sendo capaz de acolher o cidadão, garantindo que suas necessidades sejam atendidas.
E para que isso seja possível, no âmbito de serviços de urgência e emergência, é necessário que o profissional ofereça uma escuta ativa qualificada aos problemas e demandas dos usuários, sendo capaz de classificar, mediante protocolo, as queixas desses pacientes, visando identificar os que necessitam de atendimento médico mediato ou imediato.
Já nos serviços de atenção primária à saúde, o acolhimento com classificação de risco facilita a construção de vínculo entre profissional-usuário, e muitas vezes, fazendo com que tenham melhor direcionamento e solução das demandas apresentadas, como por meio de um acompanhamento de saúde longitudinal, e dessa forma, é possível reduzir a procura aos serviços de urgência e emergência, desnecessariamente.

Quem pode realizar a Classificação de Risco?
Os profissionais aptos a aplicarem a metodologia do Sistema Manchester de Classificação de Risco são médicos e enfermeiros certificados como classificadores pelo Grupo Brasileiro de Classificação de Risco.

No âmbito da equipe de enfermagem, segundo Art 1º da Resolução Cofen 311/2007, o Enfermeiro é o único profissional da equipe que pode atuar no processo de classificação de risco e priorização da assistência à saúde, desde que tenha a devida qualificação, conforme citado anteriormente.  Ou seja, a classificação de risco é uma atividade PRIVATIVA do Enfermeiro.

O Protocolo segundo Sistema de Classificação Manchester

A implantação do protocolo de Manchester foi realizada pela primeira vez na cidade de Manchester em 1997, permitindo que os atendimentos fossem realizados com mais eficiência, já que se tratando de saúde, tempo pode representar a diferença entre salvar uma vida e perder um paciente.

Este método prevê que o tempo de chegada do paciente ao serviço até a classificação de risco seja menor que dez minutos, e que os tempos alvos para a primeira avaliação médica sejam cumpridos de acordo com a gravidade clínica do doente.

O Protocolo de Manchester é baseado em categorias de sinais e sintomas e contém 52 fluxogramas (sendo 50 utilizados para situações rotineiras e dois para situação de múltiplas vítimas) que serão selecionados a partir da situação/queixa apresentada pelo paciente.
O método não propõe estabelecer diagnóstico médico e por si só não garante o bom funcionamento do serviço de urgência. Este sistema pretende assegurar que a atenção médica ocorra de acordo com o tempo resposta determinado pela gravidade clínica do doente, além de ser uma ferramenta importante para o manejo seguro dos fluxos dos pacientes quando a demanda excede a capacidade de resposta.

Como é aplicado o Protocolo de Manchester pelo Enfermeiro (ou médico)?
O paciente faz uma queixa, descreve o sintoma apresentado, por exemplo, “dor abdominal”, o enfermeiro segue o fluxograma DOR ABDOMINAL, disponível no protocolo de Manchester. Cada fluxograma contém discriminadores que orientarão a coleta e análise de informações para a definição de prioridade clínica do paciente.
Ou seja, não existe uma rotina de atendimento, por exemplo, verificar todos os sinais vitais de todos os pacientes que dão entrada aos serviços de emergência, pelo contrário, para cada atendimento segue-se um fluxo estabelecido no protocolo, de acordo com o sintoma apresentado, que norteará sua conduta. Muitas vezes, por exemplo, pode ser necessário verificar somente a pressão e a temperatura, outras, a frequência cardíaca e a pressão, para que assim, não se perca tempo com o que não é relevante naquele momento, para aquele quadro clínico apresentado.
De acordo com as respostas apresentadas na aplicação do protocolo, o fluxograma leva a um resultado e o paciente é classificado em uma das cinco prioridades identificadas por número, nome, cor e tempo alvo para a observação médica inicial:

O que devemos ter nos pontos ou salas para a classificação de risco de Manchester?
  • Manual de classificação de risco (manual do serviço adquirido do GBCR);  
  • Termômetro (timpânico ou digital infravermelho);
  • Glicosímetro;  
  • Monitor (saturímetro e FC);  
  • Relógio;
  • Esfigmomanômetro e estetoscópio;  
  • Material para identificação da prioridade clínica do usuário (ex: pulseiras, adesivos, etc.);  
  • Ficha de registro da classificação de risco (a instituição pode solicitar modelo ao GBCR e adaptá-la preservando registros obrigatórios);


Qual o direito do paciente frente ao Acolhimento com Classificação de Risco?

Todo paciente que dá entrada nos serviços de urgência e emergência tem direito a receber atendimento médico. Ou seja, é proibido a dispensa de pacientes antes que estes recebam atendimento médico. Este direito está previsto no Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, aprovado pela portaria GM/MS nº 2.048 de 2002, e nas Resoluções do Conselho Federal de Medicina nº 2.077 e nº 2.079 de 2014.
Caso o paciente sinta-se prejudicado por suposta conduta antiética do profissional de enfermagem, ele tem direito a realizar uma denúncia ao Conselho Regional de Enfermagem (COREN), mediante apresentação formal dos fatos (por escrito ou verbal), seguindo os requisitos descritos no artigo 22 do Código de Processo Ético-Disciplinar dos Profissionais de Enfermagem.

Como funciona o dimensionamento de pessoal na Classificação de Risco?

A realização de qualquer atividade em enfermagem exige que o serviço de saúde proporcione condições de trabalho adequadas para tal. Dentre essas adequadas condições, está o dimensionamento adequado de recursos humanos para atender a demanda e desenvolver todas as ações necessárias na assistência à população.
O Enfermeiro leva, em média, 3 (três) minutos para fazer uma classificação de risco (CR) nos serviços de urgência e emergência, o que representa 20 CR por hora. Porém, levando-se em conta que a capacidade máxima humana é de 80%, isso significa que por estimativa o Enfermeiro pode fazer 16 CR por hora; sem considerar os direitos trabalhistas (horário de refeição e uso do banheiro) e em caso que as atividades extrapolam o protocolo como, solicitação de exames, coleta de material, entre outras, expõem o profissional, a instituição e põe em risco a segurança e a saúde do paciente, pois podem alterar o tempo ótimo de CR.
Além disso, a equipe mínima por sala é de 1 Enfermeiro e 1 Técnico de Enfermagem. E caso haja demanda acima deste número, deverá ser disponibilizada uma segunda frente de CR (sala, Enfermeiro e Técnico de Enfermagem)

Qual o papel do Técnico de Enfermagem no Acolhimento com Classificação de Risco?
Segundo a Lei 7.498/1986 que regulamenta o exercício de enfermagem, o Técnico deverá auxiliar o Enfermeiro. Na Classificação de Risco, esse auxílio pode ser na aferição de sinais vitais, colocação da pulseira de cor, direcionamento do paciente para os fluxos da unidade de urgência/ emergência, entre outras atividades cabíveis de delegação.
Como pode-se ver, a intenção deste artigo não é capacitar ninguém a aplicar o Protocolo de Manchester, uma vez que somente o Grupo Brasileiro de Classificação de Risco ou instituições credenciadas podem realizar, mas sim explicar sua complexidade, os conceitos da classificação de risco e reforçar a necessidade de um atendimento humanizado e holístico em todos os serviços de saúde. Lembrando que tempo é vida nos serviços de urgência e emergência. E é por isso que devemos ter responsabilidade e preparo para realizar esse tipo de atendimento.

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